Maio é o mês da conscientização e combate ao câncer de boca

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O câncer da boca (também conhecido como câncer de lábio e cavidade oral) é um tumor maligno que afeta lábios, estruturas da boca, como gengivas, bochechas, céu da boca, língua (principalmente as bordas) e a região embaixo da língua. É mais comum em homens acima dos 40 anos, sendo o quarto tumor mais frequente no sexo masculino na região Sudeste. A maioria dos casos é diagnosticada em estágios avançados.

A parte posterior da língua, as amígdalas e o palato fibroso fazem parte da região chamada orofaringe e seus tumores têm comportamento diferente do câncer de cavidade oral. (INCA, 2019)

Estimativa de novos casos: 14.700, sendo 11.200 homens e 3.500 mulheres (- INCA, 2018).

Número de mortes: 5.898 sendo 4.672 homens e 1.226 mulheres (SIM – 2015)

O que aumenta o risco?
Tabaco: de acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com câncer de boca eram tabagistas. O cigarro representa o maior risco para o desenvolvimento dessa doença, e o risco varia de acordo com o consumo. Ou seja, quanto mais frequente for o ato de fumar, maiores serão as chances de desenvolver câncer de boca.

Etilismo: o consumo regular de bebidas alcoólicas aumenta o risco de desenvolver câncer de boca. A associação entre cigarro e bebidas alcoólicas aumenta muito o risco para câncer de boca.

Vírus HPV: Pesquisas comprovam que o vírus HPV está relacionado a alguns casos de câncer de boca.

Radiação solar: A exposição ao sol sem proteção representa um risco para o câncer de lábios.

Além destes fatores, observa-se em pacientes com câncer de boca uma higiene bucal deficiente e uma dieta pobre em proteínas, vitaminas e minerais e rica em gorduras.

A detecção precoce do Câncer de boca:
1) Lesões(feridas) na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam em até 15 dias, podendo apresentar sangramentos e/ou estejam crescendo;
2) Manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca ou bochechas;
3) Nódulos (caroços) no pescoço
4) Rouquidão persistente.

Nos casos mais avançados observa-se:
1) Dificuldade de mastigar e engolir;
2) Dificuldades na fala
3) Sensação de que há algo preso na garganta
4) Dificuldade para movimentar a língua

Pacientes que pertencem aos grupos de risco que desejarem realizar o autoexame da boca, podem procurar a Cirurgião Dentista de seu distrito sanitário para atendimento.

Texto: Priscila T. Michelsen Zart
ESF I- Tucunduva-RS

Fonte: Assessoria de Imprensa

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